sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Como o machismo fez com que eu desistisse de dirigir

Eu sempre gostei de carros. Desde pequena. Eu sempre gostei de ver como uma pessoa controlava todo aquele aparato, como aquilo era várias vezes maior que eu e me levava para onde eu queria. Eu sempre gostei de viajar de carro. Quando comecei a ir de van pro colégio, eu sentava na frente para ver o 'tio' dirigir e ficar observando os movimentos dele. Eu sempre gostei de carros.

É claro que todo esse gosto me despertou a curiosidade de dirigir no entanto todas as minhas tentativas eram respondidas com "você não tem 18 anos". Concluí: é preciso ser maior de 18 anos para que eu possa no mínimo manobrar um carro.

Então, respondi com retidão a esse preceito, esperei que meus 18 anos chegassem passando perrengue por perrengue, condução a condução e quando meus alcancei minha maioridade finalmente chegaram a resposta passou a ser "você não tem carteira". Logo, segui mais uma vez o que a lei queria.

Suei a camisa, ia ter aulas noturnas depois de um dia cansativo de faculdade, ficava esperando condução num ponto mal iluminado e tarde. Terminei as teóricas e fui pra prática, finalmente. Peguei passo a passo, aula por aula, tudo direitinho como manda o figurino. Aprendi tudo, nunca cometi um erro na direção. Dirigia com cautela, atenção, respeitando todos os limites. E como dirigir me fazia bem, todos os dias da auto-escola eram ótimos. Eu saia feliz mesmo que pegasse transito. Eu ficava feliz dirigindo.

Fiz a prova, com todo o nervosismo permitido. E por fim tinha a carteira. Enfim, tinha em mãos a liberdade de dirigir de forma cautelosa e responsável, por fim tinha a solução dos meus perrengues.

Tudo isso. Todos os perrengues que passei, eu passei pra dirigir dentro da lei.

Estava tudo bem até então. Aceitava tudo, tudo mesmo. Até o fato de que meu pai ia supostamente "me treinar" no carro dele, afinal eu tinha só alguns dias de carteira e isso era motivo pra ele desconfiar de mim.

Até que, em uma conversa informal eu percebi, que a questão que me atravessava era muito mais grave que uma simples diferença de embreagem. Era machismo, em sua pior forma. Foi numa conversa boba que descobri, que meu pai emprestava o carro dele pro meu primo (na época com 14 anos) dar 'umas voltinhas'. Meu primo, que não tinha 18 anos, que não tinha carteira, mas tinha o aval para dirigir.

Foi ai que comecei a me questionar: quem disse que um moleque de 14 anos tem mais direito de dirigir que eu? Quem foi o babaca que concluiu, que ele pode e eu não? Por que eu me submeto a "aulas" sendo que ele sem porra nenhuma dessas ia pra onde queria? Por que?

Comecei a confrontar diversas pessoas com essa situação e quanto mais mexia nisso mais a 'coisa' fedia. A resposta sempre caia na mesma máxima: "ele é HOMEM."

Ele. É. Homem.

Homem, com H maiúsculo. Homem que tem direito de passar na sua frente 4 anos. Homem que tem direito a direitos que você não tem, por que é Homem, tem H na frente. Homem que na cabeça dos outros nasceu "com o dom" pra dirigir. Não por que dirigi bem, é habilitado ou tem 18 anos, mas pura e simplesmente, por que é HOMEM.

Aquele mesmo que já dirigiu muitas vezes embriagado. Não respeitou os limites de velocidade. Deu dois PT's em dois carros. Esse mesmo Homem que fez tudo isso emprestava o carro pra outro, totalmente fora da lei.

Não sei se é possível descrever com palavras o tamanho da minha revolta.

A verdade é simples: pra mim, nunca fez diferença ter carteira ou não. Dirigir com cautela ou não. Se esforçar ou não. Eu nunca vou poder dirigir sem o aval de um homem. No momento do meu pai, mas quantas mulheres precisaram do aval do marido? Do tio? Sempre a figura de um homem diante da lei se mostra mais forte. Por que a carteira em mãos, a aprovação do governo feita, por que mesmo assim eu continuo dependendo da aprovação de um homem pra dirigir?

Mas afinal, quando se fala em trânsito é fácil encontrar atos machistas. "Mulher no volante..." "Mulher só nasceu pra pilotar..." E por ai se seguem, uma infinidade de xingamentos.


Por que me inserir num universo como esse? Pra que?
Prefiro seguir com minha condução, minha bicicleta, minha canela. Elas não me traem, não me deixam na mão. Não tomo multa.
E posso dirigir quando quiser, quanto tiver vontade. Livre como sempre fui e sempre me senti.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Saudade Aleatória


Definição: saudades diretamente conectadas ou que são despertadas por lembranças que surgem de modo aleatório na mente. Sem nenhum estímulo consciente. 

Eu sempre tenho saudades aleatórias. Sempre. Inclusive, saudades de coisas que já nem fazem sentido no contexto. Acho que a saudade é do contexto. Sinto saudade de um contexto que hoje não pode mais ser aplicado. Por que cresci ou coisa assim. 

Acho que a saudade vem de não crescer. Ou de crescer aos poucos. Ao final acho que minha saudade deve ser da rotina de crescer aos poucos. Devo ter saudade da rotina. 

Daquela rotina chata e continua mas segura de si. Segura de mim. Talvez essa saudade seja da segurança. Saudade de saber o que se quer, pra onde vai... Saudade de conhecer o caminho e os que caminham. 

Saudade da vida como ela é em sua forma mais comum. Saudade de sentir saudade de coisas alcançáveis. 

Saudade até de sentir saudade.
Saudade.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A quadrilha de Drummond e o rabo do cachorro

Às vezes me pego pensando nessa nossa infinita síndrome do cachorro atrás do rabo. Sim, digo nossa por que também sofro desse mal e as vezes mais que qualquer um. Não é de hoje que me atrai (e muito) tudo que eu não posso ter. Acho que a minha cede de desafios se torna uma armadilha mais potente que qualquer anzol por ai. Sei que não sou a única.
Quando trago essa lógica pros relacionamentos e enxergo o quanto já me confundiram essas malditas arapucas percebo que mesmo com toda essa experiência, ainda sim sou passível de uma rede bem lançada. Jamais culparia o meu caçador, afinal se a presa está disponível por que não? Mas vejo que em anos de vivência e decepções com caçadores experientes aprendi no mínimo a discernir entre o amor propriamente dito e paixões que atravessaram e irão, certamente, atravessar o meu caminho.

Com essa reflexão, vejo que o meu desejo pelo impossível se alimenta principalmente da minha falta de aptidão para enxergar a hora de parar. A hora de dizer chega. Sempre, em anos, eu busquei por objetivos que jamais iria alcançar mas me forçava a pensar e criar formas de conseguir. Até a exaustão já cheguei inúmeras vezes, mesmo sabendo que eram mínimas as chances de sucesso. Eu conseguia? Sim, na maioria das vezes. Mas afinal, após tanto sofrimento já não me bastava mais minha cisma e ao fim, percebia o quão estúpido havia sido o meu esforço.

Contudo, todas essas vivências traziam marcadas em si a minha vulnerabilidade em função do outro. Sempre fora fácil me manipular. Afinal, o que quer quem deseja sempre o impossível? Quanto mais empecilhos o outro colocasse mais excitada eu ficava para obtê-lo e me perdia no caminho. Dessa forma, eu deixava que o pescador me levasse com seu anzol pra onde quer que ele quisesse.

Nesses momentos é que eu agradeço os meus quase concluídos 20 anos. Não que eu seja velha ou vivida. Mas algo que minha ponderação vigésima me proporciona é assimilar que deixar que tais caçadores me conduzam é nada mais, nada menos que silenciar a boca da única pessoa que pode me impedir de cair nessas armadilhas: eu mesma. A minha resistência em frente a possibilidade de desistir sempre foi o que eu considerei minha maior qualidade. Eu chamava de persistência, até ver que na verdade era teimosia.

Hoje, percebo o quanto a minha teimosia em correr atrás do rabo já me fez mal e o quanto eu desperdicei por não ver a hora de parar. Por sorte, percebi tal defeito cedo, a ponto de corrigi-lo com o tempo. Mas ainda sim, sei que vou perseguir muitos anzóis e rabos por ai, afinal a vida é um eterno mar de erudição existencial.

Quadrilha

João amava Teresa 
que amava Raimundo 
que amava Maria 
que amava Joaquim 
que amava Lili 
que não amava ninguém. 

João foi para o Estados Unidos, 
Teresa para o convento, 
Raimundo morreu de desastre, 
Maria ficou para tia, 
Joaquim suicidou-se e 
Lili casou com J. Pinto Fernandes 
que não tinha entrado na história. 

Carlos Drummond de Andrade 


segunda-feira, 23 de junho de 2014

O "pra sempre" é logo ali

 verdade é que em dias plenos de informação, interatividade e velocidade, as pessoas ficam cada vez mais burras quando se trata sensibilidade. Eu sei, muitos outros já disseram coisas sobre isso, mas entenda como um desabafo. 

Olhando para o mundo, para as minhas experiências como ser humano enxergo hoje pessoas rasas, sem qualquer sensibilidade. Pessoas que proferem as palavras e tomam atitudes sem tomar primeiro a consciência do valor de cada detalhe. A velocidade do nosso tempo não cabe na contemplação do sentido de alguma coisa. É chato, é careta. 

Em um universo onde o amor da sua vida dura em média três semanas falar um "pra sempre" é quase tão corriqueiro quanto fazer xixi. Trata-se do fenômeno da desvalorização das palavras. Qualquer palavra que falamos hoje não significa tanto quanto antes. 

Tenho uma teoria: não é preciso ser extremamente sensível ao mundo para perceber que o tempo estar "passando mais rápido", dessa forma o nosso pra sempre chega com muito mais velocidade do que estávamos habituados. Desta forma com o tempo passando rápido ate mesmo o mais sempre dos "pra sempre" duraria pouco. Nenhuma eternidade resiste a uma conexão de 20Giga. 

Isso reflete em nossas relações interpessoais. Um casal que se conheceu a menos de uma semana já esta namorando, noivos em seis meses e se casam com um ano de convivência. Grandes são as chances de aos três anos de relacionamento eles já terem gêmeos e estarem se separando. No meio disso, um mar de juras de amor eterno e "até que a morte separe". 

A verdade é que hoje, não valemos mais do nosso sentimento, pois não sentimos como deveríamos sentir. Não temos tardes quentes de novembro, nem anos de namoro muito menos cortejo. 

A vida se tornou mais cheia de experiências, vivemos 50 anos em 5 mas nossas experiências interpessoais são cada vez menos sentidas. Somos tolos buscando uma infinidade de sensações que jamais teremos a chance de viver e se tornarão, ao final, só mais uma experiência e nunca "a" experiência.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Os psicólogos maconheiros e o crime da generalização

...“todo aluno de psicologia é maconheiro”...

Até o dado momento ainda não sei o que foi mais doloroso: ouvir esta frase de outro universitário ou conhecer a ideia que embasa o que o outro universitário disse.

Esta frase foi proferida por um universitário do curso de direito. Essa frase foi proferida em um ambiente onde eu julgara haver grande discussão a nível político e pouca ignorância e generalização. Enganei-me.

Não vou ceder a esta antiga mania que é mãe do senso comum de generalizar e antes de continuar, deixo aqui a minha certeza de que este texto não é referente a TODOS os alunos do curso de direito. E sim, a todos os alunos DE QUALQUER CURSO que ainda não entenderam o significado de estar e utilizar o espaço da universidade pública.

Infelizmente esta não é a primeira vez que escuto esse tipo de frase. Não me ofende o fato dele generalizar o uso da maconha ou qualquer outra droga. Isso não me atinge, por que sei dos meus conceitos e das minhas atitudes. E mesmo que eu fosse usuária de maconha (ou qualquer outra droga, lícita ou ilícita) esta mesma opinião do estudante de direito continuaria sendo absolutamente inútil na minha vida. As minhas ações e condutas desrespeitam a mim e APENAS a mim. Eu sou livre.

O grande problema nesta afirmação, vem nas consequências dela. Em tempo que a universidade é cada dia mais controlada e que nós temos que enfrentar cada dia mais burocracia e dificuldades para alcançarmos o que é nosso por direito, uma afirmação de cunho preconceituoso e claramente ofensivo a outro estudante é no mínimo, inaceitável.

A minha crítica se dirige a este estudante, mas na intenção de afetar a todos aqueles que continuam a generalizar e ironicamente separar cada vez mais os cursos. Não é de hoje que existe rivalidade entre os cursos. Por gerações se perpetuam preconceitos absurdamente inúteis e burros por todas as UF’s do Brasil. A medicina é superior a todos, as exatas são mais “sérias” que os cursos de humanas e por aí vai... Uma série de conceitos sem qualquer lógica, que são reforçados em cada uma das frases repetidas décadas e décadas.

Meu sentimento diante deste tipo de atitude é uma grande tristeza. Não pela opinião por que pra mim ela é só mais uma das inúmeras que escuto e ignoro. Mas tristeza pela ignorância do meu caro colega de universidade que na sua pouca inteligência ainda não compreendeu que nós, do direito e da psicologia não somos cursos. Nós somos a UFF. Nós, do direito, da matemática, da física, da administração... e da psicologia. Todos juntos, temos o direito de frequentar e usufruir do espaço e dos benefícios da faculdade, só e unicamente por que somos uma universidade.

Num tempo que reclamamos tanto da burocracia exagerada, do mal funcionamento dos poderes públicos e de todos os problemas que são NOSSOS, saber que existem pessoas inseridas dentro de uma instituição pública que é de todos e ainda não compreenderam o sentido do todo, é preocupante, triste e desmotivador.

Meu único conselho para esse futuro formando da área de humanas, é que pratique o exercício do conhecimento e da sensibilidade a fim de entender e compreender, não só o fato de não sermos todos maconheiros, mas principalmente o fato de que ser da área de humanas, significa antes de tudo lutar contra qualquer tipo de desumanidade. E isso, meu caro colega, inclui a sua frase tosca e sem fundamento.

sábado, 8 de março de 2014

Laura é que era mulher de verdade.

Laura. Esse será o nome dela, pensaram os pais. Nome de lady, Lady Laura. Nome de mulher séria, íntegra. Nome de mulher de verdade.

Mas os pais estavam enganados. Laura nasceu puta.

Laura era puta desde a primeira vez que abriu as pernas, no caso ainda na barriga da mãe para o médico ver o seu sexo e então se tornar Laura. Ironia grande, que seu primeiro gesto de puta se tornasse a razão de tanta taxação. E ai nunca mais acabou...

Ela nasceu e em sua casa, tudo era rosa. Desde a roupa do neném, até a parede do quarto. Rosa por que é de mulher, não por que é bonito.

Continuou a crescer, mas Laura ainda não sabia que era puta, ela nem conhecia essa palavra. Pra ela não existia diferença entra mulher de verdade e mulher “da vida”. Pra ela era tudo mulher, tudo igual. Foi quando seu irmão nasceu que Laura viu sua verdadeira face. O quarto do irmão, era todo azul. Azul por que é cor de homem.

Com o passar do tempo Laura começou a dar sinais da sua “putisse”, queria jogar bola ao invés de brincar de boneca. Queria fazer teatro ao invés de balé, o que doeu no íntimo da mãe já que filha atriz era INACEITÁVEL. Por que? Por que as atrizes são todas... putas.

A mãe insistia, ensinava a filha a se vestir como moça, como mulher, mas a filha só queria saber de short, não gostava das saias. A mãe ensinava a filha a se valorizar, dizia que mulher direita só fazia sexo depois do casamento... mas Laura era PUTA! Queria ser livre pra fazer sexo quando ela tivesse vontade e com quem ela tivesse vontade.

Ah! Se a mãe soubesse dos questionamentos de Laura... “Por que não posso fazer teatro?” “Por que não posso jogar bola?” “Por que eu varro a casa enquanto meu irmão só dorme?” “Por que? Por que? Por que?”

Alcançou a maior idade. Idade de ouro. Idade de casar. Os pais já estavam preocupados, já que a menina não apresentara nenhum pretendente até hoje. A cabeça dela “que vivia nas nuvens” andava mais ocupada com outros questionamentos do que as cuecas de quem ela lavaria pro resto da vida. E foi só os pais começarem com essa história de casamento que Laura EXPLODIU.

Não se aguentava mais. Largou tudo. Foi fazer seu teatro, jogar sua bola, foi ser ela. Foi ser puta. Laura finalmente entendeu que se pra ser livre era preciso isso, então seria o que ela faria. Ela não nasceu pra casar com quem os pais querem, não nasceu pra usar saia longa. Não nasceu pra lavar as cuecas.



Laura nasceu pra ser puta. Nasceu pra ser LIVRE. Nasceu pra ser mulher.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Por que é tão difícil achar alguém que vale a pena?

Você vai terminar esse texto, possivelmente me achando uma babaca infantil que acredita em todo mundo e vai sempre se fuder o que não deixa de ser verdade mas se por sinal, você concordar com pelo menos um porcento do que eu disser, agradeço pela compreensão.

Chega a ser absurdo a falta de caráter das pessoas ao se envolver com outras atualmente. A política do "não vou te esconder nada" ou do "relacionamento aberto" em tese é maravilhosa e se funcionasse como deveria seria o paraíso quase que como a pena de morte mas na realidade, a falta de caráter das pessoas em relacionamentos causa a depredação de ideias como a do 'amor livre' e da "liberdade sexual", entre tantas.

Ok, eu sei que vivemos em um mundo que não valoriza mais os valores clássicos, porque acredita-se que eles geram moralismo e preconceito. E DE FATO GERAM. Mas... se pensarmos bem, o moralismo e preconceito são, assim como o "ninguém é de ninguém" consequência da má interpretação dos valores.

Vamos a exemplos: O nosso querido valor clássico da HONESTIDADE, em tese esse valor é segundo o dicionário:

1. Qualidade daquele que é honesto.
2. Decoro, modéstia; pudor; castidade.
3. Honradez, probidade.

"honestidade", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/honestidade [consultado em 27-12-2013].

IGNOREMOS a parte 2 e consideremos a parte 3 e 1. E o que acontece hoje: seguindo a ideia de relacionamento aberto-informal-moderninho as pessoas usam de informações desnecessárias com o argumento do "estou sendo honesto com você" pra se colocarem acima das outras. Em um português claro: aquele "boy" ou aquela "mina" que você esta tendo um caso, porém aberto, ao ver que você fez alguma coisa que elx não gostou, chega e te conta que pegou 3 na balada de ontem. Quando você, magoadx, vai protestar, o que elx diz? "eu estava sendx honestx com vc! Acho honestidade super importante num relacionamento" E você vira um soco na cara da criatura muitas das vezes se sente contra a parede ou até de fato cai na jogada da pessoa (dependendo do quão burro você é apaixonado você esta).

E fica a pergunta: será que realmente os valores clássicos são de fato besteira do século passado? Não pra mim. Na minha humilde opinião, os relacionamentos nunca precisaram tanto de honestidade verdadeira, companheirismo real não só pra balada, compromisso e porque não: castidade. NÃO, EU NÃO ESTOU FALANDO PRA FECHAR AS PPK'S E CALAREM OS PIU-PIU'S. Digo, o normal: que com o tempo a pessoa pare de ficar com os outros e decida por ficar só com você por que te ama e por que não encontra nos outros o que ele ou ela tem em você e o principal: que ela veja isso como algo positivo, sem essa pressão dos amigos que dizem que você esta indo se enforcar, que namoro é besteira e todo aquele blá blá blá de gente recalcada amigos solteiros.

Que finalmente, as pessoas possam utilizar os valores do jeito certo, não para construir preconceitos estúpidos ou justificar falta de caráter, mas sim para o único fim que os valores foram criados: não machucar quem nos ama.

sou uma boba apaixonada
sou a favor do namoro
quero todos felizes e contentes -n