sábado, 28 de dezembro de 2013

Por que é tão difícil achar alguém que vale a pena?

Você vai terminar esse texto, possivelmente me achando uma babaca infantil que acredita em todo mundo e vai sempre se fuder o que não deixa de ser verdade mas se por sinal, você concordar com pelo menos um porcento do que eu disser, agradeço pela compreensão.

Chega a ser absurdo a falta de caráter das pessoas ao se envolver com outras atualmente. A política do "não vou te esconder nada" ou do "relacionamento aberto" em tese é maravilhosa e se funcionasse como deveria seria o paraíso quase que como a pena de morte mas na realidade, a falta de caráter das pessoas em relacionamentos causa a depredação de ideias como a do 'amor livre' e da "liberdade sexual", entre tantas.

Ok, eu sei que vivemos em um mundo que não valoriza mais os valores clássicos, porque acredita-se que eles geram moralismo e preconceito. E DE FATO GERAM. Mas... se pensarmos bem, o moralismo e preconceito são, assim como o "ninguém é de ninguém" consequência da má interpretação dos valores.

Vamos a exemplos: O nosso querido valor clássico da HONESTIDADE, em tese esse valor é segundo o dicionário:

1. Qualidade daquele que é honesto.
2. Decoro, modéstia; pudor; castidade.
3. Honradez, probidade.

"honestidade", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/honestidade [consultado em 27-12-2013].

IGNOREMOS a parte 2 e consideremos a parte 3 e 1. E o que acontece hoje: seguindo a ideia de relacionamento aberto-informal-moderninho as pessoas usam de informações desnecessárias com o argumento do "estou sendo honesto com você" pra se colocarem acima das outras. Em um português claro: aquele "boy" ou aquela "mina" que você esta tendo um caso, porém aberto, ao ver que você fez alguma coisa que elx não gostou, chega e te conta que pegou 3 na balada de ontem. Quando você, magoadx, vai protestar, o que elx diz? "eu estava sendx honestx com vc! Acho honestidade super importante num relacionamento" E você vira um soco na cara da criatura muitas das vezes se sente contra a parede ou até de fato cai na jogada da pessoa (dependendo do quão burro você é apaixonado você esta).

E fica a pergunta: será que realmente os valores clássicos são de fato besteira do século passado? Não pra mim. Na minha humilde opinião, os relacionamentos nunca precisaram tanto de honestidade verdadeira, companheirismo real não só pra balada, compromisso e porque não: castidade. NÃO, EU NÃO ESTOU FALANDO PRA FECHAR AS PPK'S E CALAREM OS PIU-PIU'S. Digo, o normal: que com o tempo a pessoa pare de ficar com os outros e decida por ficar só com você por que te ama e por que não encontra nos outros o que ele ou ela tem em você e o principal: que ela veja isso como algo positivo, sem essa pressão dos amigos que dizem que você esta indo se enforcar, que namoro é besteira e todo aquele blá blá blá de gente recalcada amigos solteiros.

Que finalmente, as pessoas possam utilizar os valores do jeito certo, não para construir preconceitos estúpidos ou justificar falta de caráter, mas sim para o único fim que os valores foram criados: não machucar quem nos ama.

sou uma boba apaixonada
sou a favor do namoro
quero todos felizes e contentes -n

domingo, 22 de dezembro de 2013

"a sua vida íntima chegou no ouvido da minha mãe..."

Tenho pensado muito no meu conceito de privacidade. Mais ainda sobre o meu conceito de falta dela. Tenho tentado, sem sucesso, encontrar um limite saudável entre a privacidade total e a necessidade de fornecer informações sobre a minha vida para outras pessoas. O motivo de tal pensamento, meu caro, é que tenho observado a tamanha atenção que terceiros dão a aspectos (nem assim tão importantes) da minha vida. 
Seria uma terrível hipocrisia de minha parte dizer, a este ponto do texto, que não me importo com a opinião de terceiros, e de fato, este não é o centro da minha discussão. O que eu questiono, é o motivo de tal curiosidade sobre o que eu, ou ele, ou qualquer outra pessoa faz ou (na maioria dos casos) deixa de fazer, na sua intimidade. Parando pra pensar, em boa parte dos casos, muitos preconceitos estão baseados em tabus que derivam dessa curiosidade do outro sobre a sua vida pessoal. E isso na melhor das hipóteses, pode ser considerado um fato estranho. 
Em suma, procuro entender o motivo de tanta curiosidade sobre a vida pessoal do outro. E talvez, eu me inclua também nesta estatística, pois admito, já quis saber a vida íntima de muita gente. Então partindo de mim, na maioria dos casos, queria saber por saber. E com o tempo, percebi este "saber por saber" como algo desnecessário e parei de procurar. Com sorte, hoje só dou atenção à vida íntima de quem me interessa e claramente, este "saber por saber" passou a ser um, "saber para investir". 
No mais, questiono-me, se seria utópico demais pensar em um mundo onde não exista "saber por saber" ou principalmente "saber pra comentar". Onde de fato, as vidas íntimas fossem expostas apenas com interesse da pessoa ou de quem a esta procurando e assim, por fim, os comentários desnecessários que tanto ouvimos no nosso dia a dia iriam cessar com o tempo. 
Claro, eu sei. É uma grande ilusão achar que isso aconteça. 
No final das contas, ainda não encontrei a resposta para a minha questão. E provavelmente não a encontrarei. E por isso vomitei tal questão nesse texto, para que a minha cabeça não seja a única a ser perturbada com essa pergunta. Caro leitor, desculpe-me por trazer a você esta inquietação, mas precisava dividi-la com alguém.

Divirta-se!